O mercado corporativo brasileiro tem até maio deste ano para retirar a saúde mental da prateleira de “benefícios” e incluí-la definitivamente na planilha de gerenciamento de riscos. Com a atualização da NR-1, a Acrisure Brasil alerta: o maior prejuízo para as companhias não virá das multas regulatórias, mas da incapacidade de mensurar a erosão de produtividade gerada por um ambiente de trabalho psicologicamente inseguro.
Dados do estudo “Tendências em Saúde Corporativa 2026”, desenvolvido pela Acrisure, revelam que o presenteísmo (quando o colaborador está fisicamente presente, mas sem condições psíquicas de entrega) drena até três vezes mais recursos das companhias do que o absenteísmo tradicional. Ao equiparar fatores psicossociais a riscos físicos e químicos, a nova norma obriga a liderança de uma companhia a encarar a saúde mental sob a ótica de governança e sustentabilidade financeira.
Para Marlene Capel, Diretora de Gestão de Afastados da Acrisure Brasil, a negligência no mapeamento desses riscos impacta diretamente o Fator Acidentário de Prevenção, encarecendo a folha de pagamento. “Se o fator psicossocial não está devidamente integrado ao Programa de Gerenciamento de Riscos, ele se torna um passivo jurídico e financeiro imediato para a organização”, afirma.
A Acrisure defende que a maturidade analítica é a única saída para a nova conformidade. “O desafio do CEO não é lançar mais aplicativos de corrida ou meditação, mas traduzir saúde em linguagem de negócio. Equipes psicologicamente inseguras cometem mais erros operacionais graves, o que conecta diretamente a gestão de Benefícios à área de Grandes Riscos”, pontua Márcio Tosi, vice-presidente de Benefícios Corporativos da Acrisure Brasil.
O levantamento da Acrisure aponta ainda que, em 2026, o bem-estar social será tratado como infraestrutura de segurança. Ambientes com alta segurança psicológica reportam mais riscos preventivamente e, por consequência, apresentam menos acidentes graves. Somado a isso, a empresa destaca a necessidade de um enfrentamento sistêmico das doenças crônicas, responsáveis por 74% das mortes globais e grandes vilãs da sinistralidade.
A proposta é que as organizações parem de tratar a saúde como uma escolha puramente individual e passem a intervir nos determinantes coletivos, como o ambiente alimentar e a organização das jornadas de trabalho, para mitigar os custos assistenciais crescentes.
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