EXCLUSIVO – A Allianz Seguros tem sustentado seu crescimento no Brasil a partir de mudanças internas voltadas à reorganização de processos e ao uso mais intensivo de dados, em um movimento que acompanha a transformação da companhia nos últimos anos.
Em coletiva cedida aos jornalistas presentes no evento Alliadoz, realizado em Trancoso (BA), o presidente da operação brasileira, Eduard Folch, destacou o crescimento da seguradora de 23% em 2025 e compartilhou a projeção de avanço de 14% no primeiro trimestre de 2026, acima do ritmo do mercado. Segundo ele, esse desempenho está ligado à implementação de mais de 150 iniciativas internas, estruturadas a partir de consultas a funcionários e à rede de distribuição. As mudanças envolveram ajustes em produtos, processos e atendimento, com foco em maior eficiência operacional e na adequação às demandas trazidas por corretores e clientes ao longo desse processo.
Em 2025, a Allianz alcançou faturamento de R$ 11,9 bilhões no Brasil, com lucro líquido de R$ 287,6 milhões, sendo o maior da história da operação no país. O desempenho ficou cerca de 15 pontos percentuais acima do crescimento do mercado de seguros, que avançou em torno de 8% no período.
Dentro dessa agenda, a companhia passou a adotar um monitoramento mais frequente da experiência do cliente. De acordo com Edward, indicadores de satisfação são acompanhados semanalmente ao longo da jornada, com base em um volume elevado de avaliações. “Quando as pessoas respondem, você entende o que precisa manter e o que precisa ajustar”, pontuou.
O uso de tecnologia também tem sido incorporado a esse processo. A Allianz vem testando aplicações de inteligência artificial voltadas ao atendimento, com capacidade de antecipar demandas a partir do histórico de interação dos clientes e apoiar o trabalho do corretor na relação com o segurado. Segundo o executivo, em alguns casos, mais de 80% das solicitações são resolvidas nos primeiros minutos de contato.
O crescimento da companhia em 2025 foi impulsionado por diferentes linhas de negócio. Segmentos como condomínio, rural, pequenas e médias empresas (PME) e residencial registraram avanços expressivos, além do desempenho do seguro automóvel, refletindo a estratégia de diversificação da carteira. A companhia também registrou marcos operacionais ao longo do ano, como a superação da marca de R$ 1 bilhão em prêmios em um único mês, além de novos recordes em linhas como frotas e produtos massificados.
Para Folch, esse conjunto de mudanças ocorre em um ambiente de expansão estrutural do mercado de seguros no Brasil. Segundo ele, o avanço do setor está associado ao crescimento da renda e ao aumento da demanda por proteção financeira ao longo do tempo. “É um movimento que acompanha o desenvolvimento do país”, disse.
Nesse contexto, Eduard chamou atenção para a baixa visibilidade do setor fora do ambiente técnico, apesar de sua relevância econômica. Segundo ele, o mercado de seguros representa cerca de 6% do PIB brasileiro e tem participação relevante na geração de empregos e na estrutura financeira do país. Folch também destacou a importância da comunicação da mídia especializada para ampliar a compreensão sobre o papel do seguro na economia. “A informação qualificada ajuda a dar visibilidade a um setor que ainda é pouco compreendido”, comentou.
Além da operação, o executivo ressaltou a atuação social da companhia por meio da Associação Beneficente dos Funcionários do Grupo Allianz (ABA), voltada à formação de crianças e jovens na zona leste de São Paulo. Segundo ele, o projeto foi ampliado após a pandemia, com expansão da estrutura e das atividades, mantendo foco em educação complementar, esporte e cultura, com participação das famílias. “Não é simples escalar esse tipo de iniciativa sem perder a essência, porque depende da relação com a comunidade”, concluiu.
Nicholas Godoy, da Bahia
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