O Grupo Allianz registrou lucro operacional de € 9,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado e novo recorde para o período. O volume total de negócios chegou a € 98,6 bilhões, com crescimento interno de 4,3%.

O lucro líquido básico dos acionistas avançou 15,5%, de € 5,5 bilhões para € 6,4 bilhões. Já o lucro básico por ação alcançou € 16,44, alta de 17,5%. O retorno sobre o patrimônio líquido básico (RoE) anualizado ficou em 20,7%.

No segundo trimestre, o volume total de negócios somou € 45,6 bilhões, ante € 44,5 bilhões um ano antes, com crescimento interno de 5,7%. O lucro operacional aumentou 10,6%, para o recorde trimestral de € 4,9 bilhões.

Na mesma comparação, porém, o lucro líquido básico dos acionistas caiu 12,7%, de € 3 bilhões para € 2,6 bilhões. Segundo a companhia, ajustado pelo ganho obtido com a alienação da joint venture UniCredit no ano anterior e por medidas relacionadas à venda das participações em joint ventures na Índia, o crescimento subjacente foi de 10%.

“A Allianz, mais uma vez, apresentou resultados sólidos no segundo trimestre e primeiro semestre de 2026, confirmando a força da nossa estratégia centrada no cliente. O nosso excelente desempenho nos dá condições, assim como a obrigação, de levar orientação de alto nível, proteção e soluções de aposentadoria ao alcance de ainda mais clientes no mundo inteiro. Os custos de seguros estão subindo mais rápido do que a renda disponível, e encaramos esse desafio com seriedade. Com nossos investimentos em IA, prevenção de riscos e serviços mais inteligentes, estamos determinados a ajudar mais clientes a proteger o que é importante para eles, por um preço acessível. Essa geração de valor é como a Allianz conquista a confiança que nos diferencia e impulsiona o nosso crescimento”, diz Oliver Bäte, CEO do Grupo Allianz.

“Entregamos um excelente resultado no primeiro semestre do ano e mantivemos o nosso forte desempenho no segundo trimestre. Todos os segmentos estão acima dos valores médios das previsões de lucro operacional para o ano inteiro, demonstrando a execução bem-sucedida de nossas prioridades estratégicas. Isso nos coloca em ótima trajetória para nossas ambições de 2026. Ao atingirmos a metade do nosso ciclo estratégico, os resultados confirmam que estamos no caminho certo para cumprir nossas metas ambiciosas do Capital Markets Day. Olhando para frente, manteremos o foco em gerar crescimento inteligente, reforçar nossa produtividade e fortalecer nossa resiliência, sustentando assim a geração de valor para todos os nossos clientes e acionistas, ressalta Claire-Marie Coste-Lepoutre, CFO do Grupo Allianz.  

No segmento de P&C (Ramos Elementares), o volume total de negócios alcançou € 49,6 bilhões no primeiro semestre, ante € 47,1 bilhões no mesmo período de 2025, com crescimento interno de 5,6%. O lucro operacional avançou 9,1%, para aproximadamente € 4,9 bilhões.

O índice combinado ficou em 91,4%, ante 91,5% um ano antes. A sinistralidade foi de 67,7%, enquanto o índice de despesas recuou 0,3 ponto percentual, para 23,7%. No varejo, o crescimento interno foi de 7%, e no segmento corporativo, de 4%.

No segundo trimestre, Ramos Elementares registrou volume de negócios de € 21,3 bilhões, com crescimento interno de 4,7%. O lucro operacional avançou 7,2%, para cerca de € 2,5 bilhões, maior resultado operacional trimestral do segmento segundo a companhia.

Vida e Saúde tem lucro operacional de € 2,9 bilhões

Em Vida e Saúde, o valor atual dos prêmios de novos negócios (PVNBP) somou € 43,4 bilhões no semestre, abaixo dos € 45,6 bilhões registrados um ano antes. Desconsiderando os efeitos cambiais e a venda da participação na UniCredit Allianz Vita, a Allianz aponta crescimento de 3%.

O lucro operacional do segmento chegou a € 2,9 bilhões, ante € 2,8 bilhões no primeiro semestre de 2025. A margem de novos negócios ficou em 5,4%, enquanto o valor de novos negócios alcançou € 2,4 bilhões.

No segundo trimestre, o lucro operacional de Vida e Saúde cresceu 10%, para € 1,5 bilhão. O PVNBP ficou em € 19,6 bilhões e a margem de novos negócios, em 5,6%.

O índice de solvência Solvency II do grupo chegou a 225%, sete pontos percentuais acima dos 218% registrados no encerramento de 2025.

A companhia manteve a projeção de € 17,4 bilhões de lucro operacional em 2026, com intervalo de € 1 bilhão para cima ou para baixo. O grupo também mantém em andamento o programa de recompra de ações de até € 2,5 bilhões, dos quais € 1,4 bilhão havia sido executado no primeiro semestre.

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