Dia 5 de outubro é uma data mais que especial para o CCS-SP (Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo). Neste dia, a entidade completa 50 anos de existência. Durante a sua fundação, os fundadores da associação tinham como objetivo dar voz aos corretores de seguros que, na época do regime militar, não podiam se expressar.

Naquele período, muitos sindicatos sofreram intervenção do governo, incluindo o Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo). Para alguns, a saída foi criar uma agremiação apolítica, que pudesse reunir e defender, na medida do possível, seus associados. Por este motivo, o CCS-SP foi criado, contando com o aval de 25 corretores de seguros.

Para driblar as restrições do regime militar, os fundadores decidiram criar um clube, em vez de uma associação, para ser comandada por um mentor, em vez de um presidente. Outros simbolismos também marcam a fundação, como o “timão” entregue ao mentor, o “abacaxi” ao secretário, a “caixa de moedas” ao tesoureiro e a “lupa” aos membros da Junta Fiscalizadora.

O que poucos sabem é que houve uma tentativa de fundação do CCS-SP anos antes, em 1968. Naquele mesmo ano, a Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros) seria fundada, mas reconhecida apenas em 1975. A ausência de uma entidade nacional da categoria alçou o Clube ao posto de porta-voz dos corretores.

Coube às lideranças congregadas no CCS-SP defender a categoria contra diversas ameaças à profissão. Umas delas ocorreu em 1974, quando um projeto de lei permitiu o exercício da atividade sem corretor até o limite de cinco salários mínimos e a venda direta por seguradoras. O então mentor José Francisco de Miranda foi à Brasília e conseguiu alterar o projeto.

O CCS-SP teve participação ativa na defesa dos corretores e até dos segurados em muitos acontecimentos, como, por exemplo, no período inflacionário, quando contestou a falta de correção monetária nas indenizações. Durante mais uma década também lutou para regularizar a atuação dos bancos na atividade, obtendo vitórias, posteriormente.

Ao longo de cinco décadas, o CCS-SP foi ator e ao mesmo tempo testemunha das transformações na categoria. Nos seus encontros mensais, o Clube trouxe ao debate questões importantes que poderiam mudar os rumos da atividade. Após a consolidação da profissão, o CCS-SP levantou bandeiras, como as do empreendedorismo e da especialização.

O CCS-SP foca em defender corretores que estão além da sua base territorial, seja porque a produção de seguros é maior em São Paulo, seja porque os desafios da profissão afetam toda a categoria.

N.F.
Revista Apólice

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