Os dados comportamentais vêm ganhando protagonismo em como as seguradoras avaliam riscos e desenvolvem novos produtos. A pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), baseada em evidências internacionais e na evolução do mercado brasileiro, aponta que modelos de precificação baseados em telemetria têm maior capacidade preditiva do que os métodos tradicionais e estão associados à redução de 10% a 15% na ocorrência de sinistros.
O estudo também destaca que seguradoras brasileiras já utilizam comercialmente esse tipo de tecnologia, impulsionadas pelo crescimento das insurtechs e pelo Sandbox Regulatório da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que estimulou a adoção de soluções inovadoras no setor.
Na prática, o mercado passa a utilizar informações geradas ao longo da jornada do segurado como hábitos, frequência de uso de serviços, padrões de comportamento e interações digitais, para criar produtos mais aderentes às necessidades individuais.
“À medida que a jornada do segurado se torna mais digital, cresce a demanda por soluções que centralizam atendimento, comunicação, benefícios, assistências, acompanhamento de apólices e interação contínua com o cliente, transformando aplicativos em canais estratégicos de relacionamento e geração de valor. Os dados não avaliam um risco somente no momento da contratação, eles apoiam o relacionamento contínuo com o segurado. Isso abre espaço para produtos mais aderentes ao perfil de cada cliente, que colabora para fidelização”, afirma Gitano Gama, CEO da Stations Cloud.
Para Marcos Ferreira, especialista em longevidade, finanças, pós-carreira e conselheiro da Stations Cloud, “o mercado de seguros têm evoluído muito, e a nova fronteira está em conhecer melhor as pessoas, entender que cada etapa da vida apresenta uma necessidade diferente e suprir isso com soluções sob medida. Os dados e análise de hábitos permitem que as seguradoras acompanhem a jornada do cliente além do risco, criando soluções mais personalizadas”.
Ao mesmo tempo, a digitalização reforça a necessidade de transparência e segurança no tratamento das informações dos usuários. Com consumidores mais ativos e atentos ao uso dos seus dados, a confiança passa a ser um diferencial tão importante quanto a capacidade de desenvolver produtos inovadores.
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