EXCLUSIVO – O seguro garantia tem espaço para ser popularizado junto aos corretores de seguros e este é um dos objetivos da Junto Seguros, que já conta com várias tecnologias para trazer os profissionais para dentro da sua operação através de API’s. A seguradora encerrou 2025 com a marca de R$ 1 bilhão em prêmios diretos de seguro garantia e projeta manter o ritmo de crescimento em 2026, apoiada na expansão do seguro-garantia judicial, no avanço da fiança locatícia corporativa e em investimentos em tecnologia e inteligência artificial. A estratégia da companhia foi detalhada pelo CEO, Roque Holanda de Melo, e pelo vice-presidente, Guilherme Malucelli, durante encontro com jornalistas.
Segundo Roque Holanda de Melo, o cenário para o próximo ano segue favorável, apesar das incertezas globais e do ambiente eleitoral brasileiro. O executivo destacou que o mercado de segurogarantia continua impulsionado pelo elevado volume de oportunidades ligadas ao contencioso judicial e aos investimentos em infraestrutura. “O backlog do seguro-garantia judicial brasileiro supera R$ 1 trilhão, somando cerca de R$ 800 bilhões relacionados ao CARF e aproximadamente R$ 670 bilhões em depósitos judiciais imobilizados no Judiciário”, afirmou, acrescentando que o Novo PAC anuncia mais de R$ 1,3 trilhão em obras, com mais de R$ 280 bilhões previstos para 2026, distribuídos em mais de 20 leilões.
O relacionamento com corretores é um dos pilares da estratégia comercial da Junto. Guilherme Malucelli reforçou que o canal corretor permanece no centro do modelo de distribuição da companhia, que busca aumentar a proximidade com os parceiros por meio de especialização, ferramentas tecnológicas e geração de oportunidades de negócios.
Entre as iniciativas apresentadas pelo vice-presidente estão soluções baseadas em integração tecnológica, uso de machine learning para monitoramento de oportunidades ligadas a processos judiciais e licitações, além da distribuição de leads qualificados aos corretores parceiros. “O corretor é nosso parceiro de negócio e continua sendo o canal em que a companhia aposta para crescer”, afirmou Malucelli.
De acordo com o CEO, o seguro garantia judicial continuará sendo um dos principais motores do segmento nos próximos anos, enquanto as garantias tradicionais devem acompanhar o avanço das concessões, obras públicas e leilões previstos para 2026. A companhia também vê potencial de crescimento na fiança locatícia empresarial, especialmente nos setores de logística e imóveis corporativos.
Há quatro anos operando no segmento de fiança locatícia voltada exclusivamente ao público corporativo, a Junto afirma ter registrado expansão próxima de 200% de um ano para outro nessa carteira. Segundo Melo, a seguradora aplica no produto a mesma expertise técnica construída em mais de três décadas no seguro garantia. “A análise de crédito desenvolvida ao longo da nossa história no seguro-garantia é aplicada também à fiança locatícia, trazendo mais segurança e melhor precificação para os clientes”, explicou.
A companhia também pretende ampliar seu portfólio. Embora o seguro garantia permaneça como carro-chefe, a estratégia para 2026 inclui o lançamento de uma nova linha de negócios ligada à garantia financeira, aproveitando sinergias com a base atual de clientes e com as capacidades tecnológicas já desenvolvidas pela empresa.
No campo da inovação, Roque Holanda de Melo destacou os investimentos realizados desde 2018 na transformação digital da operação, incluindo automação, integração via APIs e uso de IA generativa em processos de análise documental e financeira. “Estamos investindo em inteligência artificial generativa para captação de documentos, análise de balanços e automatização de processos, sempre com forte governança e critérios de segurança”, disse.
Por onde o corretor pode começar
Guilherme Malucelli
O relacionamento com corretores segue como um dos pilares da estratégia comercial da Junto. Guilherme Malucelli reforçou que o canal corretor permanece no centro do modelo de distribuição da companhia, que busca aumentar a proximidade com os parceiros por meio de especialização, ferramentas tecnológicas e geração de oportunidades de negócios.
Entre as iniciativas apresentadas pelo vice-presidente estão soluções baseadas em integração tecnológica, uso de machine learning para monitoramento de oportunidades ligadas a processos judiciais e licitações, além da distribuição de leads qualificados aos corretores parceiros. “O corretor é nosso parceiro de negócio e continua sendo o canal em que a companhia aposta para crescer”, afirmou Malucelli.
“Já temos a maior cobertura em fiança locatícia para empresas privadas do mercado”, comemorou Malucelli. A diferenciação está na metodologia: a mesma análise de crédito apurada ao longo de mais de 30 anos no seguro garantia é aplicada à fiança locatícia, resultando em mais segurança e melhor precificação para os clientes.
A jornada avançou da automatização de processos para o uso de inteligência artificial generativa, empregada hoje na captação de documentos, análise de balanços e integração via APIs com parceiros e clientes. Uma frota de 80 robôs mapeia continuamente o Judiciário brasileiro, identificando CNPJs com processos em curso e gerando leads qualificados para os corretores parceiros: uma forma de antever oportunidades de seguro garantia judicial antes mesmo que o cliente as perceba.
A plataforma proprietária da empresa também monitora diários oficiais e editais de licitação por meio de machine learning. Quando um cliente da carteira é mencionado em um processo licitatório, o corretor responsável é alertado automaticamente, transformando dado público em oportunidade de negócio em tempo real. “Vinte por cento da nossa receita já passa por iniciativas assim”, revelou Malucelli.
IA na subscrição e análise técnica
A Junto Seguros também vem ampliando o uso de inteligência artificial em processos ligados à subscrição e à análise técnica, com foco em ganho de produtividade, apoio à tomada de decisão e maior capacidade de processamento de informações.
Segundo Karine Chaves, CTO da seguradora, a companhia avalia aplicações de IA agêntica em diferentes etapas da operação, especialmente em atividades que exigem análise de documentos, cruzamento de dados e suporte técnico aos times especializados. A executiva destacou que a tecnologia não substitui a avaliação humana, mas atua como ferramenta complementar para acelerar processos e ampliar a capacidade analítica das equipes.
A aplicação da IA permite que a seguradora avance no tratamento de grandes volumes de informações e identifique oportunidades de eficiência operacional. A companhia também observa potencial de expansão do uso da tecnologia em outras áreas do negócio, à medida que amadurecem os casos de uso e a integração das ferramentas aos fluxos internos. Entretanto, Karine ponderou que o uso de IA deve acontecer em todos os níveis da empresa, com um letramento dos colaboradores para garantir a segurança dos dados. “É importante ressaltar que todos os dados dos clientes são tratados fora do ambiente web aberto”, salientou.
Além do desempenho operacional, a Junto destacou indicadores de reputação e gestão. A companhia informou NPS de 82, classificação AAA pela Standard & Poor’s local e rating A Excellent internacional, além de manter presença entre as empresas reconhecidas por inovação e ambiente de trabalho no Brasil.
Durante a apresentação, Roque Holanda de Melo também prestou homenagem a João Gilberto Possiedi, ex-presidente da companhia e um dos pioneiros do seguro garantia no país, falecido recentemente. Segundo o executivo, o desenvolvimento do produto dentro da empresa e no mercado brasileiro está diretamente ligado ao legado deixado por Possiedi.
Kelly Lubiato
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