EXCLUSIVO – Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira (10), com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó. O tremor provocou mortes (233, segundo atualizações até o momento) e deixou pessoas desaparecidas embaixo de escombros de imóveis e estruturas em diferentes regiões do país. Enquanto equipes de emergência trabalham no resgate de vítimas e no atendimento à população, o mercado segurador também acompanha os impactos do desastre e mobiliza estruturas de atendimento.
Além das autoridades públicas e equipes voluntárias, seguradoras e corretoras que mantêm operações na Colômbia passaram a monitorar os efeitos do terremoto e a orientar clientes sobre os procedimentos para comunicação e regulação de sinistros.
A Fasecolda (Federación de Aseguradores Colombianos) informou que segurados com apólices que contemplam danos provocados por terremotos podem acionar suas seguradoras para comunicar as ocorrências. A entidade também orientou que os danos sejam registrados por meio de fotos e vídeos e que os segurados sigam as recomendações das companhias antes de realizar reparos. Segundo informações divulgadas pela federação, mais de 2 milhões de imóveis possuem seguro contra terremotos na Colômbia.
Entre as empresas que possuem operação no país consultadas pela redação, está a Aon. Beatriz Protásio, CEO de Resseguros para o Brasil da corretora, informou que ainda é cedo para dimensionar as perdas provocadas pelo evento. A avaliação inicial utiliza modelos de catástrofe e imagens de satélite, mas uma estimativa mais precisa dependerá das vistorias presenciais, das inspeções estruturais e da evolução dos avisos de sinistros.
A Aon informou ainda que segue monitorando a situação na Colômbia e apoiando seus clientes na avaliação de riscos, gestão de sinistros e elaboração de planos de continuidade de negócios. “O elevado número de réplicas registrado após o tremor principal também reforça a necessidade de acompanhamento contínuo”, afirma Beatriz.
Beatriz destacou também que os efeitos de um terremoto dessa magnitude podem ultrapassar os danos estruturais em imóveis. Infraestruturas críticas, operações industriais e cadeias de fornecimento também podem ser afetadas, ampliando a extensão das perdas econômicas e seguradas. Para a executiva, eventos dessa natureza reforçam a necessidade de combinar capacidade de resposta a sinistros, modelagem de riscos e estratégias de transferência de risco.
A Aon avalia ainda que a crescente complexidade da exposição a eventos naturais exige que a proteção considere não apenas os danos diretos aos ativos, mas também os impactos sobre a continuidade das operações e as cadeias de suprimentos.
A Revista Apólice está em contato com outras companhias do setor para entender os impactos desse terremoto e as medidas adotadas pelas empresas junto aos seus segurados. Até o fechamento desta matéria, a redação aguarda os posicionamentos.
Em atualização.
Nicholas Godoy
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