EXCLUSIVO – O Porto Bank reforçou sua estratégia de expansão do junto aos corretores de seguros e destacou o papel desses profissionais na distribuição de produtos financeiros e no relacionamento com os clientes. Durante apresentação realizada hoje (11), executivos da companhia afirmaram que o banco deixou de ser apenas uma operação complementar para se tornar uma plataforma integrada de relacionamento e recorrência de negócios.
Segundo Marcos Loução, CEO do PortoBank, o corretor ocupa posição estratégica dentro do modelo de negócios da companhia. “O corretor não é, para nós da Porto, um canal de distribuição. O corretor é a razão pela qual o banco existe”, afirmou. Na avaliação do executivo, o avanço dos produtos financeiros dentro da carteira dos corretores amplia a frequência de contato com os clientes e gera novas oportunidades comerciais. “Receita e diversificação trazem uma frequência muito forte, pontos de contato, contexto que gera conversa e conversa que gera negócio”, disse.
Loução também destacou a importância dos dados gerados pelas operações financeiras para fortalecer o relacionamento com os segurados e ampliar a proteção da carteira. Segundo ele, o uso de cartões, contas, PIX e tags de pedágio cria um ecossistema de informações capaz de gerar novas ofertas e aprofundar o conhecimento sobre o cliente. “O banco passa a ter muito mais informações sobre o comportamento do cliente. Isso gera relacionamento, contexto e também blindagem da carteira”, afirmou.
De acordo com os números apresentados pela companhia, o PortoBank já conta com mais de 4,4 milhões de clientes, movimenta R$ 68 bilhões em cartões de crédito e registra 11 transações por segundo. Além disso, soma 64 milhões de passagens em tags de pedágio, 2 milhões de transações via PIX e 45 mil contemplações de consórcio ao ano.
No ano passado, 32 mil corretores comercializaram ao menos um produto do PortoBank. Segundo Loução, a instituição devolveu mais de R$ 1 milhão em comissões aos parceiros comerciais. “Quem evolui junto, colhe junto”, declarou. Para a companhia, o avanço da digitalização no sistema financeiro e a redução da presença física dos bancos tradicionais abrem espaço para uma atuação mais consultiva dos corretores. “As pessoas querem relações humanas, querem saber com quem estão falando”, afirmou o executivo ao defender que os profissionais ampliem sua atuação também como consultores financeiros.
Aposta em fidelização
A estratégia de diversificação de produtos e serviços da Porto passa pela ampliação da relação com os clientes e pela atuação dos corretores como elo central dessa jornada. A avaliação foi feita pelo CEO da companhia, Paulo Kakinoff, durante evento voltado ao ecossistema da empresa.
Segundo o executivo, a companhia possui atualmente 19 milhões de clientes ativos, definidos como aqueles que adquiriram ao menos um produto da Porto nos últimos 30 dias. De acordo com Kakinoff, trata-se de uma base concentrada principalmente nas classes A e B, com elevado índice de fidelização. “As renovações alcançam percentuais acima de 80%”, afirmou, ao citar os seguros de automóvel e residência.
Para o CEO, o avanço da estratégia de verticais está diretamente ligado à necessidade de ampliar conveniência e retenção dos clientes. “O que a Porto oferece, se a gente fosse supersimplificar um negócio absolutamente complexo, é planejamento e proteção patrimonial”, ponderou.
Kakinoff destacou que a expansão para áreas adjacentes ao seguro busca não apenas novas receitas, mas também proteger a relação com os consumidores. Segundo ele, a companhia identificou ao longo dos anos oportunidades ligadas ao seu campo principal de atuação, como cartões, consórcios, serviços financeiros e novas modalidades de seguros.
O executivo ressaltou ainda que iniciativas distantes do core business tiveram menos aderência. Entre os exemplos citados por ele estão operações de aluguel de automóveis e telefonia celular. “Talvez tenham sido passos muito avançados, muito grandes, onde a companhia não tinha a oportunidade de fazer o melhor desses ativos”, declarou.
Ao abordar inteligência artificial, Kakinoff disse não acreditar na substituição do relacionamento humano pela tecnologia. Para ele, a IA deve ampliar produtividade e eficiência, mas manterá a necessidade de empatia e leitura contextual nas relações comerciais. “Esse é um negócio baseado em confiança. Confiança não demanda só dados, demanda empatia”, enfatizou.
Segundo o executivo, a tecnologia já transformou processos operacionais da companhia. Ele afirmou que o tempo necessário para emissão de uma apólice foi reduzido em 1.500 vezes nos últimos 20 anos. Ainda assim, ressaltou que o contato humano segue sendo o principal diferencial da atividade seguradora.
A apresentação também reforçou o posicionamento do Porto Bank como ferramenta de apoio ao corretor dentro da estratégia de ampliação do ecossistema da companhia.
Kelly Lubiato
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