O Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne) celebrou 70 anos de atuação em evento realizado no Recife, reunindo autoridades, executivos e representantes do mercado segurador. A cerimônia combinou homenagens a lideranças do setor com discussões sobre os desafios e perspectivas da indústria de seguros no Brasil.
Durante a solenidade, foram homenageadas personalidades com atuação relevante no desenvolvimento do mercado. Receberam a Comenda Sindsegnne Roberto Santos, presidente do Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras; Dyogo Oliveira; e Cláudia Cândido, vice-presidente de Relações com o Mercado da Federação Nacional dos Corretores de Seguros. A entrega foi realizada por ex-presidentes da entidade.
Em seu discurso, o presidente do Sindsegnne, Carlos Luna, destacou a trajetória da instituição e o papel do seguro no desenvolvimento econômico e social. “Há 70 anos, o Brasil dava início ao seu processo de modernização e industrialização. Foi nesse contexto que nasceu o Sindsegnne”, afirmou. Ele também ressaltou a função do setor na proteção de famílias e empresas. “Nosso produto não é o sinistro; é a paz, o conforto para as famílias e a possibilidade de retomada das atividades das empresas”.
Carlos ainda chamou atenção para a relevância econômica do segmento. “Retornamos à sociedade, no ano passado, valores próximos aos destinados pelo Ministério da Saúde”, disse, destacando a atuação contínua do setor.
A ampliação do acesso ao seguro foi um dos temas centrais do evento. Para Dyogo Oliveira, o avanço do mercado passa pela redução do chamado “gap de proteção”. “O grande desafio é transformar a sociedade brasileira em uma sociedade com conhecimento sobre seguros”, afirmou.
Autoridades públicas também participaram do encontro e destacaram a importância estratégica do setor. O deputado federal Silvio Costa Filho ressaltou o papel do seguro na viabilização de grandes investimentos. “Este setor é fundamental para garantir maior segurança aos grandes empreendimentos”, disse. Ele também mencionou a necessidade de ampliar o debate sobre seguros em concessões, especialmente após eventos recentes.
Já o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a relevância do seguro na construção de infraestrutura resiliente. “Precisamos construir uma infraestrutura resiliente, sólida e robusta. Para isso, os seguros de infraestrutura são fundamentais”, afirmou, ao citar episódios como as enchentes que afetaram o aeroporto de Porto Alegre.
O deputado federal Fernando Monteiro reforçou a necessidade de ampliar a cultura securitária no país. “O seguro precisa deixar de ser visto como algo acessório e passar a ocupar um lugar central no orçamento das famílias, das empresas e do próprio Estado brasileiro”, afirmou.
Ao abordar os impactos das mudanças climáticas, o parlamentar destacou o papel do setor na mitigação de riscos. “Os eventos climáticos não podem ser evitados, mas podem ser enfrentados com planejamento e proteção. E o seguro é a principal ferramenta para garantir essa segurança e dar estabilidade à economia e à vida das pessoas”, concluiu
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