O CSP-MG realizou, no último dia 7 de maio, em Belo Horizonte, a primeira edição da série de simpósios “Como aumentar a proteção da sociedade”. O encontro aconteceu no auditório do SindSeg MG/GO/MT/DF e reuniu especialistas do mercado para discutir o crescimento do seguro de vida individual e sua relevância no planejamento financeiro das famílias brasileiras.
Participaram do debate Bárbara Belo, especialista da área de Subscrição de Vida da Allianz Seguros; Paulo Rebelo dos Santos, superintendente comercial da Bradesco Seguros; Leonardo Flora, gerente regional da Icatu Seguros; e Gustavo Abdo Alves de Abreu, consultor de benefícios do Grupo TGL. A mediação foi conduzida por Maurício Tadeu Barros Morais, consultor e diretor do CSP-MG.
Ao longo do simpósio, os participantes destacaram o baixo índice de penetração do seguro de vida no Brasil, a necessidade de ampliar a conscientização da população e o papel estratégico do corretor de seguros como agente de proteção social.
Bárbara Belo ressaltou as mudanças demográficas e o aumento da exposição aos riscos. “Nunca tivemos tantas pessoas vivendo mais e tão expostas a riscos. O seguro de vida hoje é uma ferramenta de proteção social privada. Se a pessoa não possui essa proteção e acontece um imprevisto, os custos da sobrevivência acabam recaindo sobre a família”, afirmou.
A executiva também destacou a importância da atuação consultiva dos corretores. “O seguro de vida não é consumo, é infraestrutura privada de proteção. O corretor tem uma responsabilidade social muito grande e precisa de conhecimento técnico para ofertar corretamente o produto”, acrescentou.
Representando a Bradesco Seguros, Paulo Rebelo dos Santos afirmou que o seguro de vida individual deixou de ocupar um papel secundário dentro da estratégia financeira das famílias. “O seguro de vida deixou de ser um produto de reciprocidade e passou a ocupar posição central na estratégia de proteção patrimonial e financeira dos clientes”, disse.
Segundo ele, a evolução das coberturas também contribuiu para ampliar o entendimento do produto. “Hoje, grande parte das coberturas pode ser utilizada em vida, o que ajuda a quebrar aquele antigo preconceito de que seguro de vida serve apenas para cobertura em caso de morte”, completou.
Leonardo Flora, da Icatu Seguros, destacou a importância do gerenciamento de riscos e do planejamento financeiro. “Todos estamos expostos a riscos o tempo inteiro. O seguro de vida é indispensável nesse cenário. Ele protege não apenas em caso de morte, mas também em situações de invalidez, incapacidade de gerar renda e longevidade sem planejamento financeiro”, afirmou.
Já Gustavo Abdo Alves de Abreu, do Grupo TGL, enfatizou a relevância da educação financeira para ampliar a cultura de proteção no país. “Como aumentar a proteção da sociedade? Na nossa visão, tudo passa pela educação. Precisamos construir uma sociedade mais consciente, planejada e financeiramente preparada para o futuro”, declarou.
O presidente do CSP-MG, João Paulo Moreira de Mello, afirmou que o objetivo do simpósio é ampliar o debate sobre proteção securitária e qualificação do mercado. Segundo ele, o segmento de seguro de vida individual ainda possui elevado potencial de crescimento no Brasil.
O próximo simpósio da entidade está marcado para 10 de junho e terá como tema o Seguro de Vida Empresarial (PME), com participação de especialistas da CAPEMISA, PASI, Porto Seguro e Tokio Marine Seguradora.
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