EXCLUSIVO – No segundo painel do Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada, promovido hoje, 1 de setembro, pela FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), especialistas em Saúde, seguro de Vida e Previdência Privada comentaram sobre como os impactos da pandemia na sociedade e, principalmente, no mercado de seguros.

Thais Fonseca, professora associada do DME UFRJ; Dr. Mauro Veras, médico Consultor da Munich RE; Marcelo Neri, diretor da FGV Social e Professor da FGV; e a Dra. Margareth Dalcolmo, doutora em Medicina e Pesquisadora sênior da Fundação Oswaldo Cruz FIOCRUZ, fizeram uma apresentação sobre o tema “Os impactos e as lições da pandemia: economia, saúde e comportamento”.

Para falar sobre o assunto junto aos convidados, participaram do debate após o painel Francisco Souza, vice-presidente da Fenaprevi e diretor presidente da Comprev Vida e Previdência; Marcelo Pimentel Mello, diretor da Fenaprevi e vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica; e Carlos Gondim, diretor da Fenaprevi e Diretor Executivo de Vida e Previdência da Porto . A mediação da conversa ficou por conta de Ivan Luiz Gontijo, presidente da Bradesco Seguros.

Thais participou de um estudo, fomentado pela FenaPrevi, sobre a mortalidade da Covid-19 e o mercado segurador brasileiro, cujo objetivo é investigar os impactos da vacinação nas mortes pela doença através do cálculo do risco relativo. “A Covid-19 representou 25% das mortes no Brasil nos últimos dois anos, um índice bem significativo quando pensamos em várias doenças. Precisamos acompanhar de forma dinâmica a mortalidade da doença, pois não é uma variável estática e precisamos sempre atualizar, Além disso, os dados oferecidos pelo Governo no país não são tão cofiáveis, pois houve muita subnotificações de óbitos. Portanto, é necessário que o setor esteja atento para as consequências dessa e das próximas pandemias”, disse a professora.

Veras comentou sobre as consequências da Covid-19 longa, considerada pela Organização Mundial da Saúde como ”Condição Pós-Covid” os sintomas que surgem em até três meses após a contaminação, que duram pelo menos dois meses e não podem ser explicados por um diagnóstico alternativo. Segundo a OMS, entre 10% a 20% das pessoas que tiveram a doença sofrem com sequelas após se recuperarem da fase aguda da doença. “Um dos sintomas mais comuns nesses pacientes é a fadiga. Foi comprovado também que aqueles que ficaram internados tem mais chances de desenvolverem problemas. Isso está totalmente ligado ao mercado de seguros, que terá que achar uma forma de mudar a análise da precificação dos produtos”, afirmou.

Neri abordou como o distanciamento social prejudicou a educação. Em São Paulo, 56% da população estava satisfeita com o sistema educacional antes da Covid-19. Na pandemia, apenas 41% dos paulistanos se consideram satisfeitos. “Não tem como pensarmos em planejamento financeiro e seguros sem pensar em educação. Esse índice caiu 4 vezes mais do que a média de outros países, e os mais pobres que foram prejudicados. Portanto, é importante fazermos um trabalho de recuperação desse déficit na educação, pois é através dela que formaremos cidadãos mais conscientes e preparados para desafios”.

Mello reforçou que graças ao trabalho dos corretores a cultura da proteção está sendo difundida, mas é preciso que o setor simplifique processos para que as pessoas entendam como o segmento funciona. “Isso não é uma caminhada simples, mas estamos evoluindo. Pensando do ponto de vista macroeconômico, a renda média dos brasileiros é outro grande obstáculo para o mercado de Vida e Previdência. É necessário que a economia melhore para estimular investimentos públicos e privados, o que irá facilitar o acesso ao seguro de vida e a previdência complementar”, ressaltou o executivo.

Nicole Fraga
Revista Apólice

The post Economia, saúde e educação impactam seguro de Vida e Previdência Privada appeared first on Revista Apólice.