Com a chegada do inverno, os cuidados com a saúde precisam ser reforçados, especialmente entre idosos, pessoas acamadas e pacientes em recuperação pós-cirúrgica atendidos em domicílio. As baixas temperaturas podem agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, além de comprometer o processo de recuperação de pacientes mais vulneráveis, exigindo atenção redobrada de familiares e profissionais de saúde.

A previsão para este ano é de um inverno mais rigoroso. Uma frente fria intensa deve provocar chuvas e temperaturas entre 6°C e 10°C a partir deste sábado (21), quando começa oficialmente a estação, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, a expectativa também é de aumento das chuvas e queda nas temperaturas durante o período.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, nos meses mais frios, há aumento dos casos de infecções respiratórias, pneumonias e complicações associadas a doenças crônicas, sobretudo entre idosos e crianças. A redução da temperatura também favorece a circulação de vírus respiratórios e pode provocar alterações na pressão arterial e sobrecarga do sistema cardiovascular.

O CEO da ACG Home Care, Alexandre Pires, ressalta a importância da adoção de medidas preventivas para garantir mais segurança e qualidade de vida aos pacientes atendidos em casa. “Pessoas idosas apresentam uma capacidade reduzida de regular a temperatura corporal, tornando-se mais suscetíveis aos efeitos do frio. Já pacientes acamados ou com mobilidade reduzida enfrentam riscos adicionais relacionados à circulação sanguínea, rigidez muscular e agravamento de doenças preexistentes”, afirma.

Segundo o executivo, familiares, cuidadores e profissionais de saúde devem reforçar cuidados como o aquecimento adequado dos ambientes, a higienização frequente das mãos e, em situações específicas, o uso de máscaras. “Em casos mais graves, orientamos o uso de máscaras no local onde o paciente está sendo cuidado. Ao chegar da rua, recomendamos alguns procedimentos básicos como tirar os sapatos e higienizar as mãos. A hidratação do paciente também deve ser frequente e manter uma alimentação equilibrada e saudável. Importante também observar qualquer alteração respiratória ou clínica”, reforça.

Especializada em cuidados e internação domiciliar, a ACG Home Care adota protocolos específicos para o período de inverno junto às equipes de atendimento. “O frio pode interferir no processo de recuperação. As temperaturas mais baixas podem aumentar o desconforto muscular, reduzir a disposição para movimentação e comprometer a circulação, fator importante para a cicatrização e prevenção de complicações”, destaca Alexandre Pires.

Para o executivo, os cuidados durante o inverno vão além da proteção contra as baixas temperaturas. “É um conjunto de ações preventivas que ajudam a preservar a qualidade de vida, a evitar internações e promover uma recuperação mais segura para quem necessita de cuidados especiais em casa. O ambiente domiciliar, quando bem assistido e monitorado, contribui significativamente para o bem-estar físico, emocional e psicológico dos pacientes”, afirma.

As orientações também se estendem à população em geral. Manter hábitos saudáveis, dormir adequadamente, praticar atividades físicas, adotar uma alimentação equilibrada e evitar ambientes fechados e com grande concentração de pessoas são medidas que ajudam a reduzir o risco de doenças típicas da estação.

Outro cuidado recomendado é manter a hidratação ao longo do dia. Mesmo durante o inverno, o organismo continua perdendo líquidos por meio da respiração e das funções metabólicas, e a baixa ingestão de água pode favorecer quadros de desidratação, ressecamento das vias respiratórias e maior vulnerabilidade a infecções. Acompanhamento profissional e atenção aos sinais do organismo contribuem para atravessar os meses mais frios com mais segurança.

Recomendações para o período de inverno

A empresa orienta que familiares e cuidadores adotem algumas medidas preventivas:

Manter os ambientes aquecidos, ventilados e livres de umidade excessiva;

Evitar correntes de ar frio diretamente sobre o paciente;

Utilizar roupas em camadas para preservar o conforto térmico;

Estimular a ingestão de água, chás e demais líquidos recomendados pela equipe de saúde;

Garantir uma alimentação rica em nutrientes para fortalecer a imunidade;

Manter o calendário vacinal atualizado, especialmente contra gripe e pneumonias;

Realizar mudanças frequentes de posição em pacientes acamados para prevenir lesões por pressão e favorecer a circulação;

Estimular exercícios e movimentações orientadas pelos profissionais de saúde, quando houver liberação médica;

Observar sinais como febre, tosse persistente, falta de ar, sonolência excessiva ou alterações de comportamento, buscando atendimento médico quando necessário.

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