O Grupo Maldivas, holding controladora da Globus Seguros, informou que o modelo Partners, lançado em 2024 para a criação de corretoras de seguros em parceria com outras empresas, já responde por 40% da receita da companhia. Segundo o grupo, a iniciativa também concentra cerca de 60% dos novos negócios gerados nos últimos anos.
O modelo, que opera ao lado das frentes B2C e B2B do grupo, ganhou espaço rapidamente e hoje corresponde a 40% da receita total da companhia, representando 60% dos novos negócios gerados nos últimos anos, quantitativamente. No momento existem 20 joint ventures sob o guarda-chuva Maldivas, com perspectiva de chegar a 28 no final de 2026 e fechar o ano com aumento de 90% no faturamento do canal, frente a 2025.
Rafael de Matos, sócio da Globus Seguros e do Grupo Maldivas, explica que os escritórios de assessoria de investimentos são maioria no modelo, mas que, escritórios de advocacia, recuperadoras de tributos e contabilidade, assim como agências de viagens, também aparecem na lista. “São empresas com necessidade de ter uma marca própria em seguros, conversando com seu core business, mas que precisavam dessa ajuda em termos operacionais”, afirma. “Importante ressaltar que o modelo não fica restrito a essas atividades, é válido para qualquer canal de distribuição que tenha sinergia com a oferta de seguros”, completa, reforçando o investimento da casa em inteligência artificial, processos e pessoas para entregas mais rápidas e ganho de escala.
Rafael ainda destaca que a primeira joint venture firmada, com um escritório de assessoria de investimentos ligado a uma das maiores empresas de investimentos do país, fez o faturamento dessa operação de seguros crescer 20 vezes em dois anos. “A rapidez com que o negócio expandiu nos fez entender que este é o melhor caminho”, analisa.
Alguns pontos que aparecem como diferenciais importantes do modelo são o reforço da marca do parceiro – uma vez que a joint venture funciona como um novo CNPJ do grupo, sem direcionar os clientes para um prestador de serviços terceirizado; maior engajamento da liderança em torno do projeto; eliminação do investimento inicial (CAPEX) para começar a operação; e 100% da receita paga pelas seguradoras indo direto para o caixa da corretora criada, sem os tradicionais “rebates” e co-corretagem.
Para completar, Matos reforça que a nova companhia pode explorar o mercado de maneiras diferentes. Em uma primeira onda, por exemplo, os seguros da própria empresa são o alvo e já passam a ser administrados pela joint venture, já gerando uma receita no D0. No segundo momento, colocar funcionários e fornecedores como foco das ofertas. “E na onda final abordar os clientes diretamente relacionados ao core da operação, que é onde se encontram as maiores oportunidades”, conclui.
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