Quem trabalha na área já conhece o ditado. Seguro não se compra, é vendido, diz o senso comum do setor, reforçando a necessidade de ir atrás do cliente e convencê-lo. Pois bem. Uma nova, mas nem tão nova, é verdade, modalidade de venda de seguros promete colocar esse ditado em seu devido lugar. No passado.

Trata-se do embedded insurance, seguro integrado ou embutido, em português. A modalidade permite ao consumidor contratar um seguro na hora de comprar outro produto. Talvez você já tenha contratado dessa forma a garantia estendida de um eletrodoméstico ou um seguro para celular.

Agora, a grande mudança vem com a digitalização de nosso dia a dia, ampliada após a pandemia de Covid-19. Os hábitos de compra das pessoas migraram para o online e o seguro se tornou um componente integrado às compras digitais.

Vai comprar uma passagem aérea no site da companhia? Que tal um seguro para um eventual atraso no vôo? Escolhendo móveis para a nova casa no aplicativo da loja? Aproveite e faça um seguro residencial. É uma nova era, na qual as seguradoras podem alcançar segmentos de compradores aos quais nunca chegaram antes.

Com o embedded insurance, é possível fornecer recomendações personalizadas a cada consumidor. Para pessoas, famílias, empresas, é a certeza de contratar um seguro mais acessível e adequado a necessidades específicas, na hora e no lugar que quiserem.

Os números indicam que o embedded insurance é o futuro da venda de seguros. Relatório da InsTech London indicou que mercado chegará a US$ 722 bilhões em prêmios até 2030, mais de seis vezes seu tamanho atual. Fintechs, médio e pequeno varejo e associações de categorias profissionais, por exemplo, são mercados promissores para o embedded insurance. E grandes investidores internacionais estão com os olhos voltados para o Brasil.

No Insurtech Connect Vegas, o maior evento de inovação em seguros do mundo, de 20 a 22 de setembro, esse tema estará na ponta da língua de todos, ainda mais de quem vai do Brasil, país que costuma ter o maior número de representantes nos debates e nos negócios.

Essa revolução só é possível graças às insurtechs, nome que une insurance (seguro) e technology (tecnologia) para definir empresas que usam a tecnologia para criar aplicativos, sistemas de gestão, modalidades de venda e automação de processos no setor de seguros. Na América Latina, a maioria dessas empresas tem sede no Brasil, país em que ainda é pequena a adesão da população aos seguros. Fique atento. O embedded insurance vai contribuir, e muito, para mudar essa realidade.

* Por Thiago Soares, CEO Regional LatAm da Stere

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