O avanço dos transtornos mentais e comportamentais é um dos desafios mais complexos e onerosos para o ecossistema corporativo brasileiro. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que as concessões de benefícios por incapacidade temporária decorrentes de problemas de saúde mental cresceram 15,66%, saltando de 472.328 casos em 2024 para 546.254 em 2025. Diante de um cenário em que o absenteísmo e o presenteísmo drenam a produtividade, a implementação de uma gestão profissional de afastados passa a fazer parte da estratégia financeira e operacional.

Um levantamento detalhado feito pela área de inteligência da Acrisure Brasil, multinacional do setor de corretagem e consultoria de seguros, dimensiona o tamanho do impacto nas organizações. Em 2025, a carteira de clientes da companhia registrou 48.932 dias perdidos de trabalho por conta de 12.636 atestados médicos emitidos sob o diagnóstico de transtornos mentais. O tempo médio de afastamento para a recuperação desses profissionais alcançou a marca de 3,87 meses.

O estudo revela, ainda, um recorte demográfico preocupante: 40% dos benefícios concentram-se na faixa etária de 25 a 34 anos. Trata-se do ápice da população economicamente ativa, com destaque epidemiológico para os diagnósticos de ansiedade e episódios depressivos, seguidos por reações ao estresse grave.

“A saúde mental deixou de ser apenas um indicador assistencial de bem-estar. Hoje, ela é um risco ocupacional regulado no Brasil, com impacto direto na sinistralidade, em passivos trabalhistas e na eficiência operacional das empresas”, afirma Márcio Tosi, Vice-Presidente de Benefícios Corporativos da Acrisure Brasil. “O controle de custos em saúde é um desafio eterno, e a resposta não está em cortar coberturas, mas em utilizar inteligência e algoritmos preditivos para monitorar precocemente os grupos de risco, contendo o sinistro antes que ele se agrave e resulte em um afastamento de longa duração”, completa.

Para combater esse ralo financeiro, o modelo de Gestão de Afastados à Previdência da Acrisure demonstrou em 2025 que a previsibilidade de resultados e o suporte humanizado caminham juntos com o retorno financeiro mensurável. Ao gerir 3.556 casos complexos em escala, a operação alcançou um Retorno sobre o Investimento de 153%. Isso significa que cada real investido pelas empresas gerou R$ 1,53 de retorno econômico direto. No total, foram mitigados R$ 9,3 milhões em riscos operacionais ao longo do ano.

A atuação técnica da consultoria reduziu em 30% o Tempo Médio de Concessão na comparação com o rito padrão do INSS. O programa também garantiu o acolhimento e o retorno assistido de 1.247 profissionais ao ambiente de trabalho, sendo 43% deles antecipados, devolvendo 4 mil dias produtivos às corporações e poupando R$ 604 mil em custos de substituição.

A governança ativa dos afastados, apoiada por inteligência de dados e direcionada por uma estratégia gerencial robusta, tem se consolidado como um dos principais vetores de sustentabilidade financeira nas organizações. Ao transformar dados em decisões e antecipar riscos, essa abordagem fortalece a saúde corporativa e ainda gera impactos diretos e relevantes no caixa.

Em 2025, a Acrisure evidenciou no estímulo às práticas em seus clientes o valor dessa atuação: por meio de uma gestão estruturada e orientada a resultados, promoveu a recuperação de R$ 104,5 milhões para uma carteira composta por 18 grandes clientes. Adicionalmente, com atuação técnica em auditorias e contestações de inconsistências nos cálculos do FAP, foram evitados custos da ordem de R$ 4,0 milhões.

Esse desempenho reflete o perfil de seus clientes, que já operam com uma agenda preventiva consolidada e foco consultivo, direcionando os esforços remanescentes para a correção de distorções junto ao INSS e ao Ministério da Previdência Social.

“Trata-se de um diferencial que potencializa ganhos financeiros e reforça a governança previdenciária. Vale ressaltar que o FAP é o único tributo gerenciável no país. Quando a empresa monitora os afastados com rigor técnico, o alívio financeiro vai direto para a linha final do balanço”, pontua Marlene Capel, Diretora de Gestão de Afastados & FAP da companhia.

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