Nem sempre uma oportunidade de negócio é perdida por falta de produto, e em muitos casos, ela deixa de avançar porque a operação não consegue acompanhar a velocidade exigida pelo mercado. No setor de seguros, essa discussão ganha espaço à medida que empresas ampliam canais digitais, incorporam novas jornadas de compra e buscam integrar proteção a diferentes ecossistemas de relacionamento. Nesse contexto, a velocidade de implementação passa a influenciar diretamente a competitividade, a experiência do cliente e a capacidade de crescimento das organizações.

Se durante muitos anos o debate esteve concentrado em produto, preço e cobertura, a evolução dos modelos digitais e multicanais adicionou uma nova variável à equação: o tempo necessário para colocar soluções no mercado.

Atualmente, seguradoras, corretoras, assessorias, varejistas, fintechs, concessionárias e outros canais de distribuição atuam em um ambiente em que os consumidores esperam jornadas mais simples, rápidas e integradas. Ao mesmo tempo, as empresas precisam testar novos modelos de venda, lançar ofertas de forma mais dinâmica e adaptar operações a uma lógica de relacionamento cada vez mais conectada.

Nesse cenário, processos longos de integração, estruturas pouco flexíveis e operações excessivamente fragmentadas passam a representar não apenas um desafio operacional, mas também uma limitação ao crescimento.

Para Márcio Andrade, CEO da Claps, empresa especializada em infraestrutura tecnológica para distribuição digital de seguros, a velocidade de implementação tende a ganhar relevância estratégica nos próximos anos.

“Durante muito tempo, a principal discussão do mercado esteve concentrada em produto, preço e cobertura. Esses fatores continuam fundamentais, mas começa a existir uma pressão cada vez maior por velocidade. Em muitos casos, a oportunidade de negócio não se perde por falta de produto, mas porque a operação não consegue acompanhar o timing do mercado”, afirma.

Segundo o executivo, a transformação digital ampliou as possibilidades de distribuição, mas também elevou a exigência por operações mais ágeis e conectadas. “Hoje, empresas precisam testar canais, lançar jornadas, conectar parceiros e adaptar ofertas com muito mais rapidez. O tempo de implementação começa a influenciar diretamente competitividade, experiência do cliente e crescimento. Quem consegue reduzir fricções operacionais tende a responder mais rápido às oportunidades”, destaca.

A Claps atua nesse segmento por meio de uma plataforma que integra criação de produtos, canais de venda, APIs, meios de pagamento e gestão operacional em um único ambiente, com o objetivo de acelerar a implementação de jornadas digitais e modelos multicanais.

Na avaliação de Andrade, o mercado continuará evoluindo em produtos, mas o diferencial competitivo tende a se ampliar para a capacidade de transformar oportunidades em operações efetivas com maior rapidez. “O seguro sempre foi muito forte em construir soluções. O próximo passo é conseguir colocá-las no mercado com mais rapidez, acompanhando a velocidade com que clientes, parceiros e modelos de negócio evoluem”, conclui.

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